Perversões mentais doentias


The images inside and outside


Foto: Praça em Perdizes


 


   When we look at an image, we want to capture everything.


   We want to keep it safe in our memories, where no one can steal it from us.


 


   Sometimes when you think that everything is okay, you look at yourself in the mirror and see nothing.


   So you ask to that unknown strength coming from nowhere what the hell are you doing in your existence. Suddenly, you look in your own eyes again and you feel nothing. That’s when you start to question your own existence.


 


    What is reality, and what is fantasy? Am I really seeing what I think I am? How they can call it real, if reality is so relative? How can exist so many divergent ideas, feeling or thoughts about the same thing? Who’s got the reason? What is the reason? Is there any reason?


 


     What about the images that I’ve keep in my mind? Did they really exist? And what about the memories that we have often that we don’t know if we were dreaming or if we really lived them? Everything seems so far now… I feel like I’m not here. I feel like I’m not writing a word. I’m just dreaming.


 


      On the other hand I’m awake.


 


     The thing is… They are all sleeping and I can see them all. But they… They don’t see me. What about you? Why are you reading this?  Do these words make sense to you? What do you feel now? What is your moment? What images are you capturing from now?


 


     Right now I just feel a headache on the right side of my head. The right side is so mysterious. The scientists say that right brained people are more creative, intuitive and subjective… I’m been subjective in my existence ‘cause I don’t believe in mundane things. I don’t believe in static things, I don’t believe in nothing that they taught us about reality. They don’t know what they say. Actually, it’s a big lie. We are all victims. That’s the reason why we suffer in our whole life trying to catch the images, trying to make sense. We make sense. At the same time we are victims.


 


     They taught us to not create, but we do. All artists are subversive and a lot of non artists are too. We can fight against this big lie. We can see everything that they call unreal. And those are our images. This is reality.


 


     Try to catch your own.



  



Escrito por Rafaela Uchoa às 19h29
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O brilho do simples


Foto: Rio vermelho - Salvador



Ela tentava chorar. Sentia a melodia entrar pelos seus poros entorpecidos de melancolia. Sinestesicamente a música e o teclado do computador a fizeram respirar. Alivio. Mas seguia o ritmo sonoro, se a música parasse, ela não ia mais conseguir. O que tinha ali dentro de tão inócuo que não saia nada? E o que ocorreram nos últimos dias? Nada interessa? Nada demais aconteceu nos últimos dias. Mesmas emoções e porções de prazeres como usualmente experimentados por ela.



Que fazia Sam naquele momento senão se enganar. Acha que tudo pode ser verdadeiro? Acha que tentar expressar a alma que carrega não é senão um meio racional de se chegar a alguma coisa? Mas insistia em fazer com alma. Essa tão manjada e citada alma que ela insistia que era o cursor. Sam olha através da janela do seu quarto o mar seguindo seu curso diário. Ela vê o brilho dos raios solares refletido nas águas selvagens parte daquela imensidão. E nada mais inspirador que o mar, Sam. Um curso intenso e vasto de vida, circulando a todo o momento por todo o mundo. O mar. Que energia que carrega esse incessante fluxo natural. Quantas pessoas não estariam olhando para ele naquele momento jogando cargas energéticas incalculáveis, buscando um estado de espírito. Aquilo tudo a fez pensar que esse não era um dia como os outros.



Precisava de expansão. Vestiu-se rápido, foi ansiosa ao encontro do mundo. Calçando chinelos, sentia-se privilegiada por estar pela rua num dia tão lindo e sem maiores compromissos senão se inspirar. Que mais podia querer? Era uma tarde tão bonita. O sol iluminava as copas da arvores das cidades, pela orla passavam pessoas caminhando em sintonia com tudo aquilo, numa troca intensa com o espaço virtual de cidade e o espaço real natural que gritava naquele momento. E por que a melancolia insistia em ficar? Deve ser mal de artista, lembrava de sua mãe falando.



Avistou a pequena estátua de cristo que despontava do morro. As pessoas subiam lentamente em direção a ele. Era engraçado para Sam, uma estatua de jesus cristo, com letras minúsculas como ela insistia em escrever, no meio daquele espetáculo de verdade que era a natureza. Sam não era ateia, de maneira alguma descrente, apesar das bases políticas serem estritamente comunista. Mas é uma constatação tão obvia. Jesus cristo não era porra nenhuma, senão mais um mito proveniente de crenças de milhões de anos antes de sua própria pseudo existência. Ah, e aquele mundo a cansava tanto. Aquela maneira de viver, aquela maneira de ver a arte, aquela maneira de enxergar outros seres.



Oh, piedade, era só que podia sentir por todas essas pessoas intuitivamente ignorantes e reprimidas espiritualmente, como ela mesma dizia. Engraçado, trancada em seu quarto, sem a presença de mais ninguém senão, não conseguia pensar ou sentir metade das coisas que sentia naquele momento. Sentou-se na grama. Não ao lado do cristo, pelo amor de deus.



Aquela vista era tão simploriamente maravilhosa. A Barra - Ondina se mostrava toda para ela. Os navios cargueiros despontavam de longe em direção à marina, as lanchas e escunas dos ricaços da Graça começavam a se fazer distantes. Iam em direção as ilhas e pequenos pedaços de paraísos que as redondezas de Salvador escondiam. Criava asas. A inspiração era o próprio momento. Aquilo merecia ser descrito nas mais minuciosas palavras, pintado pelas cores mais vivas. A vida pulsa.



Depois de receber uma renovação de si própria, Sam levantou-se. Percebeu que precisava explorar aquela magia ainda mais. Precisava circular. A energia precisa circular.



Pegou um ônibus em direção ao centro. Sam percebeu que não era mais a mesma. Sem perceber viu-se chorando ao simplesmente olhar pro mar. Não era um choro ruim, fruto daquela magia intensa. Talvez fosse aquela mistura de tudo que todos estavam sentido e jogando ali naquele momento.



Ela desceu num ponto próxima a praça Castro Alves. O sol brilhava imponente por entre os dedos do poeta. Era inevitável se entregar a viagem cósmica que tudo aquilo lhe trazia. Estava bestificada com a descoberta de um mundo tão próximo e tão simples, ali pra quem quisesse ver, pra quem quisesse sentir. Resolveu subir até a praça Tomé de Souza. Os turistas olhavam maravilhados, os nativos seguiam seu curso. Muitos viviam daquilo, da renda dos que vinham de fora para gastar. A discrepância social era notável como em qualquer outro lugar, mas a malandragem e o ritmo eram diferentes, aquelas pessoas têm algo que outras não têm. É coisa a se investigar... Sam encostou-se na balaustrada ao lado do elevador Lacerda. A vista era o retrato mais conhecido de Salvador. A divisão entre cidade alta e cidade baixa. Cada parte com suas ternuras e mistérios. Era uma beleza tão esplendorosa e tão simples. Crua. Ali, pra quem quisesse ver, pra quem quisesse sentir.



Ela comprou milho e foi alimentar os pombos da praça como fazia com o seu avô quando ele era vivo. De repente sua memória era o tempo predominante naquele espaço. Sam voltou a ser criança, os olhinhos curiosos admiravam aquele homem grisalho, símbolo de amor e segurança para ela. Sentiu saudade. Sentiu tristeza. Mas uma tristeza confortada pela certeza que não havia limitação de planos espirituais naquele momento. Ela sentia tudo aquilo vivo, muito vivo dentro de si, tanto que estava fora também. Estava em toda parte.



Pronto. Estava pronta para abraçar o mundo. Estava pronta para escrever o que quisesse. Redescobriu tudo, numa viagem que poderia passar em branco. Foi colorida. Foi cheia de vida. Num instante conseguiu concretizar-se. Ela não queria mais chorar. Ela sorria ao mesmo tempo em que escrevia.




Escrito por Rafaela Uchoa às 00h45
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Já pensou hoje?


Confusão… Medo, dor, distância, miséria, morte, informação, abuso, excesso, violência, fraqueza, egoísmo. É tudo que ela sente do mundo nesse momento.

O que está acontecendo? As pessoas se cegaram para tudo! Tem pai matando filho todo dia e gente fazendo refeição enquanto assiste. Se eu for comer durante o noticiário eu vomito! Não quero fazer discurso clichê, não dá pra salvar o mundo, mas não dá pra continuar sendo tão inerte a tudo.

Dominação... Terror, assassinato, alienação, censura, mentira, descuido, fome, capitalismo, selvageria. E eles ainda querem o nosso voto!

E hoje faz sete anos que o ataque de 11 de setembro aconteceu aos EUA, e daí? Até hoje morrem iraquianos por causa da loucura econômica da cabeça de George Bush. Sete anos que ele tentou enganar o mundo. O terrorista é ele mesmo que chegou ao ponto de sacrificar o seu próprio povo para justificar seus ataques por petróleo.

Covardia... Força, minoria, horror, abandono, injustiça, agressão, homicídio, opressão. Ser favelado é a mesma coisa de ser marginal no Brasil.

Lê no jornal, quem mora na favela já é bandido sem nem saber por que. Tem polícia entrando na casa de pessoas inocentes, explorando trabalhadores só porque eles são favelados! E quem de vocês vai entrar na favela para dizer que é verdade? Cruza os braços, burguesia, se for pra eles invadirem seu espaço coloca grade e aumenta os muros e está tudo certo.

Clima... Aquecimento global, doenças, seco, tempo, indústria, poluição, mal estar. Ninguém está percebendo que as temperaturas estão mudando rápido?

Ta ficando doente? Ta sentindo falta de ar? Pois dane-se, eles não vão parar de poluir porque você tem que consumir. Eles não vão parar de destruir porque você tem que consumir ainda mais. E no dia que a natureza não agüentar mais? Dane-se a natureza, o importante é encher os bolsos (ou cofres). Mal sabem eles que os seres humanos são parte da natureza e no dia que ela for pro saco nós vamos junto.

Sangue... Interesse, subordinação, indescritível, terror, fim de tudo, morte, tiros, tiros e mais tiros. Dá pra acreditar que até hoje ainda existe guerra?

E não é só pros lados do Oriente não, a guerra está aqui na nossa cara. Pense duas vezes antes de tomar uma cerveja em Copacabana, você pode levar um tiro de um policial que persegue um ladrãozinho qualquer. Fique alerta, não tenha medo só de bandido, mas principalmente da polícia. Câmeras instaladas nas ruas, monitoram tudo que a gente faz, mas não nos dão estrutura para não querermos matar uns aos outros. Hoje em dia quem é bomzinho e quem é o vilão? Já se questionou disso hoje? Acordem. Ou se achar melhor, continue dormindo e sonhando em comprar a sua Mercedes-Benz.


Escrito por Rafaela Uchoa às 12h02
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