Perversões mentais doentias


Devaneios de uma manhã de domingo

Mais uma história sem fim. E por que elas insistem em ter fim apenas quando eu já o premedito? Isso não é verdade. Isso não soa verdade. A grande busca está no indefinível e intangível. Rabiscos. Um dia você vai saber usá-los. E você se assusta pela forma que as coisas vão se desdobrando. Mas você sabe o por que. E você se sente sem capacidade criativa quando começa a escrever uma frase achando que todo o resto virá em seguida.
O mais impressionante é que vem. Pinto palavras.

Pinto as palavras da mesma forma que pinto telas. Não quero nada me colocando dentro de alguma coisa pré fabricada por mim mesma. Me recrio. Essas coisas que a gente não sabe explicar. Essas coisas que a gente acha que não existem, mas elas estão ali. O tempo inteiro. Barreiras totalmente transponíveis. As barreiras do tempo. Quero quebrá-lo, eu rompo com tudo, eu sou subversiva, porra. Tudo de graça. Sorria. Em minuto as coisas se transformam.

E graças a deus você habita um lugar em que os pássaros ainda cantam. No meio de todos esses sub parâmetros de vida denominada urbana. Todo mundo adestrado. Iguaizinhos. Tsc tsc. E quando será o momento de ver? Ver o que? Não me subestime, já estou vendo. Eu sei, mas eles não! Quem são eles? Aqueles vultos inócuos que passam por nós todos os dias travestidos de gente. Pequenas porções de ilusão.

Você começa a questionar. Então será que nenhum deles foi de verdade? Nenhum dos conhecidos através do acaso com sua pequena significância naquele momento. E você não se lembra o que estava questionando. Turbilhão de sensações. Turbilhão de emoções. E turbilhão de pensamentos. Ufa! Dá vazão pressa merda toda que até que faz algum sentido. Faz. A gente sabe. Está ali, só quem não quer não vê. E mesmo quem se finge de cego sente. Em terra de cego quem tem olho devia ser rei. Que mudem esta merda de ditado. Os olhos estão aqui, estão em nós, estão em mim nesse momento. Eu vejo tudo. Eu sinto tudo. E eu estou com o poder de que?

Pinto palavras. Ensaio levantar da cadeira mas o teclado me prende de uma forma auto referencial assustadora. Estou sendo devorada pelo mar de idéias que surgem de dentro. Idéias são sentimentos também. Aliás, as idéias são os sentimentos das coisas. E não se pode ter uma idéia com um fim pré-determinado. A conclusão é que não se pode. Não se pode ir de encontro ao mistério que envolve a tudo e a todos sem limitações de castrações mundanas como a idéia de tempo e espaço. E isso tudo envolve o caminho. O meio. O meio que se consegue chegar àquele determinado fim. Fim.


Escrito por Rafaela Uchoa às 09h57
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