Perversões mentais doentias


O centro e o que está lá fora

O que nos inspira a respirar? Você já sentiu a sua respiração? Não me refiro à parte mecânica da coisa, isso todos nós estudamos no primário. Respirar não é um mero ato involuntário do corpo. Tem gente que só respira pela nuca. E nada vê, nada sente. Eu procuro respirar pelo centro. O centro de tudo. E é esse centro que nos permite sentir, que nos permite não ser um mero animal que respira pelos pulmões. Feche os olhos e veja tudo que quiser. Enxergue para dentro. De dentro para fora. Sempre.
Quem respira sem inspiração não passa de um corpo. Vazio. Sim, existem pessoas vazias. Vazias de sentido. Elas se iludem tanto com o mundo real que esquecem que o que têm dentro é a única coisa real. O centro. Nada disso é real. Sua vida aqui fora não é real. A sua rotina não é real. Nada é estático. Todos estamos em constante movimento. Equilíbrio. Ponto chave. Busca inalcançável.
Somos insaciados. Somos os donos da verdade. Simplesmente. Somos a verdade. As múltiplas e infinitas verdades. Somos eternos inconformados e, ao mesmo tempo, os mais capazes de enxergar e nos entregar. Nós nos entregamos, nós sentimos, nós buscamos, nós choramos, nós odiamos, nós pulsamos! Ah, e o que seria de nós sem tudo isso? E o que seria de nós sem os nossos eus. E sem os nossos confusos nós. Nós. Eu. Você. Aquilo. Todos coexistindo. Todos pulsando, vibrantes, nos entrelaçando mutuamente sem parar, numa roda vida, de fogo cruzado e flores no asfalto. Somos deuses. Somos as potências mundiais, intergalácticas, universais. Somos pluralidade. Somos. E somamos.
Inspiração, respira, respira. Vai, se liberta, porra. Sente esta coisa que é vida! Olha pela janela e vê, se preciso se joga dela. Morre, renasce. Mais belo e mais sábio. Buscamos a sabedoria por toda a eternidade. E as partículas somam-se ao longo desse ciclo energético interminável. E quando morremos elas se juntam e nos deixam mais fortes. Nós somos os maiores responsáveis e conhecedores de nós mesmos, e nisso, nem a psicologia, nem estudo humano algum pode interferir. Chega de sermos freudianos, marxistas, cartesianos, cristãos. O mais importante está dentro. Lá naquele centro. Porque por mais que lutemos durante milênios por separatismos e individualidade somos todos a mesma merda. Somos todos a mesma riqueza. A mesma beleza. Somos todos ligados. Pelos centros. É só procurar lá dentro. Antes de viver aqui fora.


Escrito por Rafaela Uchoa às 02h38
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